Da Janela do ônibus as lindas paisagens, meio escurecidas pelo final de tarde de inverno. Os túneis
intermináveis entre as montanhas, as curvas sinuosas de uma estrada estreita que liga Países Bascos á Madrid. Maria Sophia tem o olhar fixo na paisagem, uma mistura de ansiedade e medo; não é medo de fracassar ou do que a espera, talvez o recomeço, mais um recomeço...
O banco do ônibus é bastante incômodo; ela tira a bota, coloca mais uma meia, com um lenço umedecido tira a maquiagem, hidrata a pele ressecada do rosto, usa o casaco como travesseiro.
Por um instante ela fecha os olhos e se lembra de um sonho, agora não tão nítido como no dia em que ela o teve, mas tenta lembrar todos os detalhes para comparar aquela situação e ver se finalmente ele se cumpriria, ou se de alguma forma lhe seria benéfico nessa nova situação, as imagens agora estão meio distantes, mas ela tenta resgatá-los em sua memória...
Na rodoviária de Madrid onde passa á noite, um casal de portugueses, ela grávida, ele ainda muito jovem lhe contam uma triste história, Maria Sophia ouve atentamente cada detalhe, afinal eles eram a única companhia naquela noite fria de inverno, Maria oferece chips, eles recusam, conversam sobre as suas estadias como imigrantes. Pela manhã ,convencida da triste estória do jovem casal ela vai ao banheiro,e de uma pequena pochete em sua cintura, embaixo da lingerie, Maria tira um pequena quantia em euros, conta duas ou três vezes, precisava certificar-se de que teria o suficiente para comer algo no almoço, pagar as passagens de ônibus e comprar um uniforme infantil do Real Madrid. O dinheiro um pouco amassado parece ser o suficiente; Ela saí então do banheiro, anda em direção ao jovem casal, acompanha-os até a cabine, paga-lhes a passagem de volta ,dá-lhes um abraço e diz - Deus os abençoe. Talvez eles a tenham enganado, isso não importava agora, o que a esperava era mais importante do que aqueles poucos euros gastos com o jovem casal.
Mais uma missão antes de voltar para casa, ela entra em uma loja e com seu espanhol quase inaceitável diz: - Yo necesito una camisa del Real Madrid para el nino de siete años.
Sharing Some chronicles, poems that I like and that I wrote, experiences and perception of this crazy world...
sexta-feira, 27 de abril de 2012
sábado, 21 de abril de 2012
From My window....Da minha Janela...
From My window I see the world ...
Not this world of big towers...great cities...
I see a different world that is inside my heart...
From my Place I see big Oceans
and yellow butterflies of my childhood
I see Hope and I see no pain...I hear my heart...
How many dreams I had from this window...
My past, my future I could see from here...
and how many times wished be here
To rest..to feel the fresh humidity of the morning
The sweet smell of the trees...
This is all I need to see...The world is inside me...
Este poema é a respeito dos sonhos que vemos através da nossa Janela, os sonhos que muitas vezes só existem dentro de nós. Fala da esperança, dos sonhos infantis. talvez o abrigo que encontramos em horas de tribulação... Ah, esse é o meu apartamento, falta terminar de decorar...
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Fernando Pessoa and me in Lisbon
Fernando Pessoa: Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma...
Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?
Fernando PessoaMe and Drummond in Rio de Janeiro...I love Both...
O amor é grande e cabe nesta janela sobre o mar. O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar.
Carlos Drummond de AndradeREINVENTANDO A POESIA
O Mar é grande e cabe numa Janela....
A Janela é pequena e cabe o Luar...
O amor é grande e cabe na simples arte de Amar...
Zilda Batista....20/04/2012....
sábado, 14 de abril de 2012
Laredo...
Quanta solidão neste Mar!...tão distante e tão presente...
Andar pela sua costa Infinita...horizonte tão simples, acessível bendito...
Já fui gota desse oceano....Areia desse Mar...tão pequena...tão sozinha...
"Luzinha" no fim do túnel...
Esse Mar já foi meu Lar...
Lar e dó...
Lar...
E
Dor..
Laredo...
Quem conhece a minha história..sabe do que estou falando....Obrigada pelos mais de 1000 acessos...
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