segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Relato: Uma tarde em Santa Mônica

Eu estava com  pouquíssimos alunos em uma aula de leitura, para quem não sabe, eu sou professora de Língua e literatura, quando me deparei com um texto maravilhoso de Elizabeth Gilbert, autora do livro Comer, Rezar e Amar. Francamente eu já havia assistido ao filme, mas me após a leitura percebi algo que imagino ser um dos relatos mais fascinantes que já li, daí,a idéia e inspiração para escrever os meus próprios relatos.
O que mais me encantou no referido texto foi o fato de uma pessoa viajar por viajar, pela simples percepção do mundo ao seu redor, das descobertas, meu Deus, isso me fascina; mas hoje estou aqui para falar da minha própria percepção.

UMA TARDE EM SANTA MÔNICA

Perto do glamour de Beverly Hills e do sonho de Hollywood está a calma cidadezinha de Santa Mônica. Rodeada pela suave brisa do Pacífico, a cidade tem o seu próprio estilo, charmoso e calmo. Pelas ruas, aspirantes a cantores mostram as suas canções em troca de algumas moedas de dólar. O pier lotado de turistas de todas as partes do mundo completam essa atmosfera enlouquecida pelo comércio local, lojas maravilhosas com moda casual e charmosa. As pessoas desfrutam a cidade de maneira leve, calma e divertida.
Dentre todas as coisas que percebi durante essa tarde o que mais me encantou em Santa Mônica foi um dos "aspirantes a cantor". Ele devia ter uns 35 anos, negro, com a pele demasiadamente queimada pelo sol. Usava um óculos 'Vintage'amarelo, camisa de manga longa com colete, e com uma das vozes mais suaves que já ouvi, cantava, "What a wonderful World" sentadinho em sua cadeira de rodas. Ele poderia ser uma pessoa invisível, que mesmo assim seria notado, pelo seu talento inconfundível.
Parei  para ouvi-lo, dei-lhe algumas moedas, pedi para tirar uma foto, ainda que não a tirasse guardaria aquela imagem em minha memória para sempre.
Eu não sei quantas vezes irei á Califórnia durante a vida, se visitarei a calçada da fama ou andarei de bicicleta pelos calçadões de Santa Mônica (primeiro preciso aprender a andar de bike), mas certamente guardarei aquela voz...What a wonderful world!!!

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