quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Fragmentos...



Somos tão fragmentados...
Que as vezes perdemos a Essência...
A Essência do que procurávamos ser
Enquanto descobrimos...
A vida...
Que escorreu por entre os dedos..
Enquanto as crianças corriam nos parques,
Os velhos discorriam em suas lembranças...
E eu...
Sonho com as singelas ruelas que percorri...
Em algumas cidades, de um certo país...
De certos países...
Certo?...Certos...Não sei!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Minha Alma

Hoje eu estava procurando na internet algum artigo que falasse sobre dor na alma. Imaginei que ao
 lê-lo sentiria um alívio no meu coração. Não encontrei nenhum que pudesse me confortar então, decidi escrever...
Somos como árvores, tantas vezes podadas, folhas mortas e, renascidas, tantas vezes consumida pelo sol e tempestades , ela ainda sobrevive.
Fico imaginando se as suas raízes tem a mesma força, se os seus galhos ainda suportam os seus frutos com o mesmo vigor, se as flores nascem com a  mesma cor em cada estação , se as borboletas ainda a cobiçam com o mesmo entusiasmo.
Muitas vezes ao olharmos para trás percebemos que vivenciamos muitas  guerras  e sobrevivemos;  E quando olhamos para o nosso exterior não conseguimos ver, exatamente, não conseguimos enxergar as marcas que essas guerras nos deixaram, elas estão no mais profundo cantinho da nossa alma. Hoje encontrei a minha!

É num estreito canto de minha alma
Estreito canto que me acalma...
Não pelo canto simplesmente,
Pelo encanto perdido...
Pela fé corrompida...
Simples e Infante, tão distante...
Tão distante, não a dor, o Encanto...
Sim, hoje eu te encontrei...
Num estreito canto de minha alma...
As marcas que me fizeram "comover"...

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

I love this classical Poem of Camões...





Love is a fire that burns unseen,
a wound that aches yet isn’t felt,
an always discontent contentment,
a pain that rages without hurting,

a longing for nothing but to long,
a loneliness in the midst of people,
a never feeling pleased when pleased,
a passion that gains when lost in thought.

It’s being enslaved of your own free will;
it’s counting your defeat a victory;
it’s staying loyal to your killer.

But if it’s so self-contradictory,
how can Love, when Love chooses,
bring human hearts into sympathy?

© 1598, Luís Vaz de Camões
From: Rimas
Publisher: Almedina, Coímbra, 1994
ISBN: 972-40-0775-8


Amor é um fogo que arde sem se ver
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?


A Happy New Year to all my friends and followers!!!