E não é essa lágrima que corre dos olhos e
Desce ao peito...
É aquela que estava escondida no restrito e
profundo labirinto...
Onde moram os sonhos extintos...
Das cicatrizes encobertas,
das portas entreabertas...
dos recomeços... Ah, esses recomeços...
Eu queria descer dessa roda gigante,
Tenho medo de altura...
Não me sinto segura...
Não quero estar tão distante...
Os sonhos infantes, as borboletas amarelas...
Quero mirá-las mais uma vez...
Correndo pelos campos, colorindo a minha infância...
Hoje as vejo somente pela fresta da janela, embaçada
pela lágrima, que nem desceu do peito...não quero chorar desse jeito...